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Ressaca: o oitavo passageiro

ressaca

arte: H.R. GIGER

A ressaca, essa criatura filha do descuido e irmã da empolgação, pode um dia brotar dentro de você (provavelmente já brotou), e causar estragos constrangedores ao longo do dia seguinte. Depois de uma noite de festa e bebedeira, do lado de fora do seu corpo haverá formação de grupos de pessoas fazendo piadas (merecidas, pois a ressaca é patética) e registrando o momento para futuras provocações. Mas e dentro do seu corpo? O que acontece?

A lista de danos é bem extensa. Quando o álcool entra no seu organismo, faz a gentileza de desligar o sistema que regula a quantidade de água no corpo, inibindo um hormônio chamado vasopresina. Sem ele, os rins perdem a capacidade de conservar água e sais minerais, aumentando a formação de urina e dando início ao processo de desidratação.

Depois dessa “pequena” intervenção, o álcool segue para o fígado, onde é recebido pela enzima álcool-desidrogenase, que o transforma numa substância tóxica chamada acetaldeído. Num primeiro estágio, ele é metabolizado sem grandes prejuízos ao corpo. Mas os agentes que o metabolizam se esgotam e você continua bebendo. Após algumas doses, o acetaldeído começa a se acumular no organismo e seus problemas ficam mais sérios. Como se não bastasse, ao ser absorvido pelo estômago, o álcool provoca irritação na membrana, causando, como resposta, a sensação de vômito. O resultado dessa bagunça é um dia seguinte torturante, sombrio, cheio de dor de cabeça, tontura, náusea, taquicardia, cansaço e vergonha.

Existem formas de evitá-la? Para evitar a ressaca é preciso evitar o álcool. No entanto, há como reduzir seus efeitos através da ingestão dos alimentos específicos que ajudam a repor as perdas do combate da noite anterior.  Uma boa medida é beber bastante água antes, durante e depois do álcool para evitar a desidratação. Água de coco ou uma bebida esportiva são recomendadas, pois o açucar e os minerais ajudam na hidratação e recomposição do equilíbrio do organismo. Suco de frutas com pouca acidez também são bem-vindos. Refrigerantes devem ser evitados com ou sem ressaca, mas isso é outro assunto.

Alimentos muito gordurosos, apesar de não serem recomendados por nutricionistas, podem ser importantes aliados. A gordura ingerida momentos antes, “forra” a parede do estômago, o que reduz a velocidade de absorção do álcool, dando mais tempo ao corpo para reagir.  No entanto, já em estado de ressaca, a alimentação deve ser leve, pois a digestão da gordura sobrecarrega o organismo debilitado pela batalha.

Beber com responsabilidade ainda é a melhor dica, mas, quando a empolgação prevalecer, você saberá quem são os vilões e como combatê-los.

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Sobre Flavio Faccini

Designer e produtor de cerveja artesanal.

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Publicado às 17 de setembro de 2013 por em Geral e marcado , , .

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